Vettel se emociona ao pilotar Ferrari F2002 de Schumacher em Monza

Sebastian Vettel voltou a pilotar um carro de Fórmula 1 no último fim de semana, mas a experiência em Monza esteve muito distante de uma simples demonstração. Ao assumir o volante da Ferrari F2002 de Michael Schumacher

 

Tetracampeão mundial voltou ao volante de um carro de Fórmula 1 para homenagear Michael Schumacher e afirmou que experiência foi muito mais do que uma simples demonstração

Sebastian Vettel voltou a pilotar um carro de Fórmula 1 no último fim de semana, mas a experiência em Monza esteve muito distante de uma simples demonstração. Ao assumir o volante da Ferrari F2002 de Michael Schumacher, o tetracampeão mundial reviveu lembranças da infância, da carreira e, principalmente, da amizade que construiu com o heptacampeão.

A homenagem aconteceu antes do Grande Prêmio da Itália, no domingo (6), como parte das celebrações pelos 30 anos da chegada de Schumacher à Ferrari. O mesmo F2002 também havia sido conduzido por Rubens Barrichello no sábado.

Para Vettel, entretanto, estar dentro daquele carro tinha um significado particular.

“Primeiro de tudo, é pelo meu amigo e para lembrá-lo. Foi um momento muito emocionante”, afirmou o alemão, segundo a Fórmula 1.

“Ele era meu herói de infância”

A ligação entre Vettel e Schumacher começou muito antes de os dois dividirem o paddock da Fórmula 1.

Schumacher foi um dos grandes ídolos da infância de Vettel. Anos depois, os dois acabaram se aproximando no ambiente da categoria e desenvolveram uma relação de amizade. Eles chegaram a competir juntos na Fórmula 1 entre 2010 e 2012, quando Schumacher defendia a Mercedes.

Por isso, entrar no F2002 teve um peso que ia muito além da importância histórica do automóvel.

Vettel explicou que, ao sentar no carro, as lembranças de quando acompanhava Schumacher voltaram à sua memória. O tetracampeão também ressaltou que preferiria ver o próprio Schumacher conduzindo o carro em Monza.

“Gostaríamos muito mais de vê-lo pilotando hoje. Eu, inclusive”, afirmou Vettel.

Um carro que marcou uma era

O Ferrari F2002 é um dos modelos mais emblemáticos da história da Fórmula 1.

Foi com aquele projeto que Schumacher conquistou o campeonato mundial de 2002, em uma temporada dominante da Ferrari. O alemão terminou no pódio em todas as 17 etapas do campeonato, um feito que permanece sem repetição na categoria.

Naquele campeonato, Schumacher venceu 11 corridas, enquanto Barrichello conquistou outras quatro vitórias. A Ferrari dominou a temporada e confirmou uma das eras mais fortes da história da equipe italiana.

Pilotar esse carro em Monza, portanto, significava também voltar a um período em que Schumacher e a Ferrari estavam no auge da Fórmula 1.

“Senti” Michael Schumacher

Depois de completar as voltas de demonstração, Vettel não escondeu a emoção.

Em entrevista à Sky Sport, o alemão contou que não estava preparado para o impacto emocional provocado pela experiência. Segundo Vettel, olhar para o carro de dentro fez com que lembranças de sua infância voltassem imediatamente.

O tetracampeão também descreveu a sensação de, por alguns instantes, estar ocupando o lugar de Schumacher.

A ausência do amigo tornou o momento ainda mais difícil.

Vettel afirmou que Schumacher deveria estar ali, conduzindo o próprio carro e participando daquela celebração. Ao mesmo tempo, disse sentir orgulho de poder representar o amigo naquele momento.

“É o carro dele, mas é uma Ferrari”

A importância da homenagem também estava relacionada ao local escolhido.

Monza é um dos circuitos mais simbólicos da carreira de Schumacher e da relação do alemão com a Ferrari. Foi justamente na Itália que ele construiu parte importante de sua história com a equipe e conquistou cinco de seus sete títulos mundiais pela Scuderia.

Vettel destacou que havia muito mais envolvido naquela experiência do que simplesmente dirigir um carro antigo de Fórmula 1.

Era o carro de Schumacher, uma Ferrari, em Monza, diante dos torcedores italianos.

Para o alemão, todos esses elementos transformaram algumas voltas em um momento de enorme significado pessoal.

Uma homenagem que reuniu diferentes gerações

A participação de Vettel foi apenas uma parte das homenagens preparadas pela Ferrari em Monza.

No sábado, Rubens Barrichello conduziu o mesmo F2002. O brasileiro foi companheiro de Schumacher durante os anos de maior domínio da Ferrari e também participou diretamente da história daquele carro.

A própria Ferrari também preparou uma pintura especial para o SF-26 de Charles Leclerc e Lewis Hamilton, inspirada no F310, carro utilizado por Schumacher em sua primeira temporada com a equipe, em 1996. Os uniformes também receberam referências aos sete títulos mundiais do alemão.

A homenagem marcou os 30 anos da chegada de Schumacher à Ferrari, iniciando uma parceria que mudaria a história da equipe e da própria Fórmula 1.

Vettel voltou ao cockpit, mas a homenagem era para Schumacher

A volta de Sebastian Vettel a um carro de Fórmula 1 naturalmente chamou a atenção dos fãs. Desde que deixou a categoria no fim de 2022, o alemão não participa mais regularmente do campeonato.

Em Monza, porém, seu retorno ao cockpit teve um significado diferente.

Não era uma tentativa de retorno à competição. Não havia cronômetro, classificação ou disputa por pontos.

Havia memória.

Vettel entrou no F2002 como tetracampeão mundial, mas também como o menino que cresceu admirando Schumacher. E, ao completar aquelas voltas em Monza, transformou a condução de um dos carros mais vitoriosos da história da Ferrari em uma homenagem pessoal a um ídolo que posteriormente se tornou seu amigo.

“É uma honra enorme poder pilotar o carro dele”, resumiu Vettel.

Em um circuito carregado de história, o F2002 voltou à pista. Mas, para Vettel, quem realmente deveria estar ao volante naquele domingo era Michael Schumacher.

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