Ferrari resgata F2002 em Monza para homenagear Michael Schumacher com Barrichello e Vettel

Ferrari resgata F2002 em Monza para homenagear Michael Schumacher com Barrichello e Vettel

Ícone da Ferrari nos anos 2000, carro que marcou a era dominante de Michael Schumacher voltará à pista italiana pelas mãos de dois pilotos que têm uma ligação especial com o alemão

O Grande Prêmio da Itália, em Monza, terá um reencontro capaz de transportar os fãs de Fórmula 1 diretamente para uma das eras mais marcantes da história da categoria. Neste fim de semana, a Ferrari vai colocar novamente na pista o lendário F2002, carro que se tornou um dos maiores símbolos do domínio de Michael Schumacher na Fórmula 1.

E os responsáveis por conduzir a máquina serão dois nomes que carregam uma relação particular com o heptacampeão: Rubens Barrichello, antigo companheiro de equipe de Schumacher na Ferrari, e Sebastian Vettel, tetracampeão mundial e admirador declarado do alemão.

A ação faz parte da grande homenagem preparada pela Ferrari para celebrar os 30 anos da chegada de Schumacher a Maranello. Em 1996, o alemão deixou a Benetton para iniciar uma trajetória que mudaria a história da Scuderia. Durante sua passagem pela equipe, conquistou cinco títulos mundiais consecutivos, entre 2000 e 2004, e ajudou a transformar a Ferrari na grande potência da Fórmula 1 daquele período.

Um carro que também pertence à história de Rubinho

A escolha do F2002 não poderia ser mais simbólica para Rubens Barrichello.

O brasileiro foi companheiro de Schumacher na Ferrari entre 2000 e 2005 e participou diretamente da fase mais dominante da equipe. Mais do que isso: foi justamente com o F2002 que Barrichello conquistou uma vitória particularmente especial, no GP da Itália de 2002, em Monza.

Agora, quase 24 anos depois, Rubinho voltará a conduzir o mesmo modelo no próprio palco daquela vitória.

A programação prevê que Barrichello pilote o F2002 no sábado, durante uma exibição especial no circuito. O carro que ajudou a escrever uma das páginas mais dominantes da história da Fórmula 1 voltará, portanto, a acelerar diante dos tifosi.

Vettel também terá seu momento com o F2002

No domingo, antes da largada do GP da Itália, será a vez de Sebastian Vettel assumir o volante.

O alemão fará uma volta de homenagem com o F2002, acrescentando outro componente emocional à celebração. Vettel nunca foi companheiro de Schumacher na Ferrari, mas os dois sempre tiveram uma relação de admiração e respeito dentro da Fórmula 1.

Para Vettel, conduzir justamente um dos carros mais importantes da carreira de Schumacher em Monza representa uma espécie de encontro entre diferentes gerações do automobilismo alemão.

Ferrari transforma Monza em uma viagem pela era Schumacher

O F2002 não será a única lembrança de Schumacher em Monza.

A Ferrari também levará ao circuito outros dois carros emblemáticos da carreira do alemão: a F310 de 1996, primeiro Ferrari pilotado por Schumacher, e a 248 F1 de 2006, último carro utilizado por ele em sua primeira passagem pela equipe.

Nos carros atuais, Charles Leclerc e Lewis Hamilton correrão com uma pintura especial inspirada justamente na F310. O desenho terá referências ao visual original do carro, além do logotipo “MS” e das sete estrelas associadas aos sete títulos mundiais conquistados por Schumacher. A equipe também utilizará uniformes e equipamentos especiais durante o fim de semana.

A escolha de Monza para a homenagem também tem um peso especial. Foi ali, em 1996, que Schumacher conquistou sua primeira vitória no GP da Itália pela Ferrari, encerrando um longo jejum da Scuderia em sua corrida de casa. 

Um reencontro que vai além da nostalgia

A presença de Barrichello e Vettel no F2002 transforma a homenagem em algo maior do que simplesmente colocar um carro histórico novamente na pista.

De um lado, está Barrichello, que viveu de dentro a construção da era Schumacher na Ferrari e dividiu com o alemão alguns dos anos mais vitoriosos da história da equipe. Do outro, Vettel, um piloto de uma geração posterior que cresceu tendo Schumacher como uma de suas grandes referências.

No meio deles está o F2002: uma máquina que simboliza o período em que Schumacher e Ferrari estabeleceram uma das maiores hegemonias já vistas na Fórmula 1.

Em Monza, diante dos apaixonados tifosi, o passado e o presente da Ferrari estarão separados por poucas horas de pista. E, por alguns minutos, o som do F2002 deverá fazer parecer que a era Schumacher nunca terminou.

Aceleraaa com a gente, Balaclava F1.

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