Uma pilha de xícaras e tigelas vai ao pódio do Grande Prêmio da Itália. Obra “FRAGILE”, criada pela dupla vedovamazzei, propõe uma reflexão sobre a fragilidade da vitória na Fórmula 1 — mas será que o fã comprou a ideia?
Monza é sinônimo de tradição, velocidade e história na Fórmula 1. O circuito italiano, conhecido como o “Templo da Velocidade”, recebe mais uma edição do Grande Prêmio da Itália, mas desta vez um dos elementos que tradicionalmente fazem parte da celebração no pódio também chamou — e muito — a atenção dos fãs.
O motivo? O troféu.
Encomendado pela Pirelli, patrocinadora principal do GP da Itália, o troféu de 2026 recebeu o nome de “FRAGILE” e foi criado pela dupla italiana de artistas vedovamazzei, formada por Stella Scala e Simeone Crispino.
E basta olhar para a peça para perceber que ela está longe de ser um troféu convencional.
Em vez de uma taça tradicional ou de uma escultura que remeta diretamente à Fórmula 1, ao circuito ou aos pneus, a obra apresenta xícaras e pequenas tigelas empilhadas, formando uma estrutura aparentemente delicada e instável.
E foi justamente essa escolha que despertou a curiosidade — e também dividiu opiniões.
Mas qual é o significado do troféu?
Apesar da aparência inusitada, existe um conceito por trás da obra.
De acordo com a proposta dos artistas, “FRAGILE” parte da ideia de uma antiga tradição de passar uma taça de celebração de mão em mão. A partir daí, a obra procura representar uma vitória que, embora seja conquistada por um indivíduo, é resultado de um esforço coletivo.
Na Fórmula 1, isso faz bastante sentido.
O piloto pode ser aquele que aparece no alto do pódio, mas uma vitória envolve engenheiros, mecânicos, estrategistas, dirigentes e todos aqueles que trabalham nos bastidores para colocar um carro competitivo na pista.
A estrutura frágil da obra também representa a própria natureza da vitória no automobilismo.
Uma corrida pode ser decidida em milésimos de segundo. Um erro, uma falha mecânica, uma escolha estratégica ou um problema com os pneus pode mudar completamente o resultado.
A vitória, portanto, é preciosa — mas também frágil.
Daí o nome escolhido para a obra.
Um troféu que parece estar prestes a cair
E aqui começa a discussão.
Para alguns fãs, a escolha é criativa e representa uma maneira interessante de aproximar a Fórmula 1 da arte contemporânea.
Para outros, fica uma pergunta inevitável:
Isso realmente parece um troféu de Fórmula 1?
A escolha de objetos cotidianos como xícaras e tigelas contrasta diretamente com o universo tecnológico e extremamente sofisticado da categoria.
A Fórmula 1 é feita de fibra de carbono, aerodinâmica, motores, pneus de alta tecnologia e máquinas que chegam a velocidades impressionantes.
E o vencedor de Monza vai receber… uma pilha de louças.
É justamente esse contraste que torna a discussão interessante.
A arte contemporânea chega novamente ao pódio
A criação de “FRAGILE” não é um episódio isolado.
Desde 2021, a Pirelli desenvolve uma parceria com o Pirelli HangarBicocca, em Milão, para criar troféus especiais para o Grande Prêmio da Itália.
A proposta é levar a arte contemporânea para um dos momentos mais tradicionais do fim de semana de Fórmula 1.
Ao longo dos anos, o projeto apresentou trabalhos de diferentes artistas italianos. Em 2025, por exemplo, o troféu criado por Nico Vascellari recebeu o nome de “Chimera” e representava uma criatura fantástica inspirada nos animais mais velozes da terra, da água e do ar.
Em 2026, a proposta foi completamente diferente.
E talvez justamente por isso tenha causado tanta repercussão.
O fã de F1 vai aprovar?
No final das contas, existe uma questão que nenhuma explicação artística consegue responder.
O que o fã achou?
Porque uma coisa é entender o conceito por trás de uma obra. Outra é gostar dela.
E troféus de Fórmula 1 carregam um peso simbólico enorme. Eles são o objeto que o piloto levanta diante de milhares de pessoas depois de conquistar uma das vitórias mais importantes de sua carreira.
Por isso, a estética também importa.
Será que “FRAGILE” conseguiu traduzir a grandeza de vencer em Monza?
Ou a Pirelli foi longe demais ao abandonar o formato tradicional?
A proposta é genial justamente porque transforma o troféu em assunto antes mesmo de ele chegar às mãos do vencedor.
Agora queremos saber de você:
🏆 O que você achou do troféu do GP da Itália de 2026?
👍 Gostei. É moderno, criativo e tem um conceito interessante.
👎 Não gostei. Para mim, troféu de F1 precisa ter uma aparência mais tradicional e imponente.
🤔 Gostei da ideia, mas não do resultado final.
Conte para nós nos comentários. Afinal, se o troféu é feito para celebrar a vitória de um piloto e de uma equipe, a opinião de quem acompanha e ama a Fórmula 1 também faz parte dessa história.
Aceleraaa com a gente, Balaclava F1.




