Heptacampeão foi questionado sobre a continuidade do chefe da Ferrari após o GP do Azerbaijão e respondeu apenas “sim”
Os rumores envolvendo o comando da Ferrari ganharam um novo capítulo após o Grande Prêmio do Azerbaijão. Questionado sobre a continuidade de Frédéric Vasseur à frente da equipe italiana, Lewis Hamilton respondeu de maneira direta e sem se alongar.
Ao ser perguntado se confiava na continuidade do trabalho de Vasseur,
respondeu simplesmente: “Sim.” A resposta curta chamou atenção diante das especulações que vêm circulando nas últimas semanas sobre o futuro do francês no comando da Scuderia.
Rumores ganharam força nas últimas semanas
As especulações sobre uma possível mudança na estrutura da Ferrari aumentaram depois de uma sequência de resultados abaixo das expectativas e de episódios que envolveram os próprios pilotos da equipe.
A imprensa italiana chegou a publicar informações sobre supostas divergências entre Hamilton e a direção da Ferrari. Entre os rumores estava a alegação de que o britânico teria solicitado mudanças entre integrantes da equipe.
Hamilton, entretanto, tratou de negar publicamente essa informação.
Em publicação feita nas redes sociais no dia 17 de setembro, o piloto afirmou que nunca havia pedido a substituição de ninguém de sua equipe e destacou a dedicação das pessoas com quem trabalha.
Hamilton já havia defendido a equipe
A manifestação do piloto em setembro é importante para contextualizar a resposta dada em Baku.
Na ocasião, Hamilton afirmou que todos os integrantes de sua equipe trabalham diariamente para melhorar o desempenho da Ferrari. A declaração foi feita justamente em meio às notícias que apontavam para uma possível tensão interna.
O piloto também procurou afastar a ideia de que estivesse pressionando a Ferrari por mudanças na estrutura da equipe.
Por isso, quando voltou a ser questionado sobre Vasseur após o GP do Azerbaijão, Hamilton não entrou em detalhes e limitou-se a confirmar sua confiança no trabalho do chefe da Ferrari.
Vasseur também rejeita ideia de crise interna
Vasseur, por sua vez, também tem procurado minimizar as interpretações de que a Ferrari estaria enfrentando uma crise interna.
Após o GP da Itália, o dirigente confirmou que conversou com Hamilton e Charles Leclerc sobre o incidente envolvendo os dois pilotos durante a corrida em Monza.
Segundo Vasseur, houve questões que precisavam ser esclarecidas, mas ele rejeitou a dimensão atribuída por parte da imprensa à situação e afirmou que os dois pilotos conversaram e resolveram o episódio.
O chefe da Ferrari também afirmou que conversou com ambos sobre princípios fundamentais da maneira como administra a equipe.
Baku também aumentou a pressão sobre a Ferrari
O fim de semana no Azerbaijão não foi dos mais fáceis para a Ferrari.
Charles Leclerc largou da segunda posição, enquanto Hamilton ficou em sexto no grid. Durante a classificação, o britânico reclamou da dificuldade para colocar os pneus na temperatura ideal e também questionou a estratégia utilizada pela equipe no Q3.
Vasseur explicou que Hamilton teve ainda um contato com o muro durante sua primeira tentativa no Q3 e acabou fazendo sua volta decisiva sem o benefício do vácuo de outro carro.
Segundo o dirigente, a combinação desses fatores custou algumas posições ao piloto.
A Ferrari, portanto, chegou ao domingo sabendo que precisava recuperar terreno em relação à Mercedes, que havia dominado a classificação com George Russell.
O que Hamilton realmente disse sobre Vasseur?
A resposta de Hamilton foi curta, mas o contexto é relevante.
O piloto não anunciou qualquer mudança na relação com Vasseur, tampouco confirmou os rumores que circulam na imprensa italiana. Ao contrário, quando anteriormente questionado sobre supostas mudanças na equipe, Hamilton negou que tivesse pedido substituições.
Depois da corrida de Baku, sua resposta sobre Vasseur foi igualmente direta: “Sim”, quando perguntado se confiava na continuidade do trabalho do francês.
Assim, até o momento, os rumores permanecem como rumores. Não há, nas declarações públicas de Hamilton citadas nas reportagens, uma confirmação de que ele esteja pressionando pela saída de Vasseur.
Vasseur segue no centro das atenções
O debate sobre o futuro de Vasseur ocorre em um momento particularmente importante para a Ferrari.
O francês assumiu o comando da equipe no início de 2023 e passou a liderar a Scuderia em um período de reconstrução esportiva. Em 2026, a equipe conta com Hamilton e Leclerc como sua dupla de pilotos.
A Ferrari também vive uma temporada marcada por altos e baixos. Hamilton conquistou em Barcelona sua primeira vitória com a equipe em um Grande Prêmio, mas a Scuderia não conseguiu manter a mesma sequência de resultados nas etapas seguintes. A própria Fórmula 1 destacou que a Ferrari vinha de uma sequência sem pódios antes de Baku.
As próximas corridas serão importantes para a Ferrari
Com a temporada avançando, o desempenho da equipe continuará sendo observado de perto, especialmente diante das especulações envolvendo sua estrutura.
Por enquanto, porém, as declarações públicas de Hamilton apontam para uma mensagem diferente daquela sugerida pelos rumores: o heptacampeão não confirmou qualquer pedido pela saída de integrantes da equipe e, quando questionado especificamente sobre Vasseur, declarou confiar na continuidade de seu trabalho.
A Ferrari, por sua vez, terá de concentrar seus esforços no desempenho dentro da pista enquanto as especulações continuam fora dela.
Em Baku, Hamilton falou pouco. Mas uma única palavra — “sim” — foi suficiente para recolocar Vasseur no centro das atenções do paddock da Fórmula 1.
Aceleraaa com a gente, Balaclava F1.




